“Antes a casa era branca, vazia, empoeirada e triste. Agora, ela vive cheia de rapazes maus e moças nuas. Lá os amores são esconjurados, as promessas mentirosas e as paixões falsas. A vida na casa começa à tardinha e a festa dura a noite toda. Outro dia eu vi uma mulher saindo de lá: Loira, alta, bonita, porém puta. Nunca vi nenhuma aberração. Meu amigo já viu. Era uma mulher de seios salientes. Corria meio que desfilando, desnuda, em direção à casa suspeita, pronta para atacar a primeira presa que aparecesse a sua frente. Pensando bem, acho que todo mundo, bem lá no fundo, tem uma casinha amarela. Dentro da gente tem tanta coisa suspeita, misteriosa… Existe um lado mau, nu, que preferimos esconder, disfarçar, pintar de amarelo.”
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